Gelo

 

 

 

 

 

 

Claude Monet, Femme  à l’ombrelle tournée vers la gauche

 

 

 

 

 

 

 

No alto da montanha envolvi-me na aragem cortante e deixei que os poros  se encrespassem todos na corrente diáfana do gelo feito emanação e soube

(nas solidões dos píncaros nevados onde o sol espraia um brilho de prata e só o silêncio responde ao rugido do vento)

que não tenho a vocação das trevas

não me agradam os abismos pesados repletos de folhas putrefactas onde dormem  ratazanas

(não as odeio a elas esses seres de olhos vigilantes que habitam o esgoto dos homens mas também não quero que elas sejam minhas companheiras )

a todos prefiro águias cujo ninho inexpugnável me lembra a necessidade urgente de estar só

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