Os homens, os seus amores e quem os ama!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAGRITTE… OUTRA VEZ
 
 
 
 
 
 
 
 
OS HOMENS, OS SEUS AMORES E QUEM OS AMA!
 
 
 
 
 
Ah sim o ludíbrio, o amor… mas ela soube ainda que todas as vezes que amou,  sempre quis acrescentar aquele que amou. Muitos lhe disseram, És uma falhada, não sabes escolher os homens, e quem o dizia achava que ela deveria querer, para si, homens mais fortes, mais belos, mais instalados na vida, homens que lhe dessem o braço e, quem sabe, o corpo todo; mas ela amou sempre falhados, isso mesmo, os tais que não têm braço para dar e cujo corpo também nem para eles chega,  esses que não têm qualquer posição, que se movem à  margem,  perdidos ou achados em certas cavernas, foi esses que ela amou sempre, e fê-lo por eles… e um dia houve quem dissesse, saindo em sua defesa, Ela é generosa! pois é, generosa, ou seja, capaz de dar, capaz de se dar, e então amou esses dementes-lúcidos à espera, quem sabe, de um incentivo, de uma luz, de uma presença no deserto . Ela quis ser redentora, todos os seus amores tiveram esse cunho, e querem saber porque não tem ela na sua vida um único dos que almejou redimir? Nenhum percebeu que estava ali a porta da sua salvação, nenhum aceitou o desafio da caminhada, todos, invariavelmente, prescindiram do núcleo autêntico do que teria que ser aquele amor e forçaram outras vias, indo-se dela porque ela não teve outro remédio senão libertá-los de si, mais pobres, mais frágeis, sem verem o sol no íntimo de si mesmos, Foi sempre assim que ela amou, pouco lhe importando a pele, ou os olhos, ou os músculos, mas indo direita ao cerne do ser, não para o sugar, mas para se acrescentar, acrescentando-os. Soube que, depois de  se irem, quase todos quiseram voltar, quase todos entenderam que nada ganharam com a saída, com a rebelião, afinal contra eles mesmos, e quando se entranharam noutros vínculos amorosos, logo viram que ninguém, de facto, os tinha amado como ela. Só que acordaram tarde, e vivem hoje vidas mesquinhs e sedentas e nunca a esqueceram, àquela que soube amá-los por eles mesmos, desentranhando-lhes o autêntico eu, e talvez por causa disso preferiram fugir, foi o medo afinal que os perdeu!
E assim se faz a história dos homens, dos seus amores e de quem os ama!

Uma resposta to “Os homens, os seus amores e quem os ama!”

  1. Alcyone Says:

     
    REGINA, finalmente consigo que o computador funcione até ser «reformatado»!…
    Os homens, REGINA, são seres muito frágeis, imaturos e sempre à procura de um
    mitificado «pai natal»…sempre contei com as mulheres…elas são fortes, coerentes
    e amigas!

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