Chuva

 
 
 
 
 
 
CHUVA
 
 
 
 
Uma plétora infinda
de sons cristalinos
 inunda-me o sonho
 (e eu oiço em transe
 o som da torrente
 que o céu expandiu
 como se fosse música)
(como se houvesse vida
 para lá da montanha
 de nuvens cerradas
que esconde dos homens
 o brilho de azul )
e então a chuva
(com seu bafo morno
tecido no húmus
de muitas eclosões
de muitos segredos)
arrastou em caudais
de escória e pavor
a saga dos homens
sua ruína e lastro
enquanto em sussurro
expandia os cristais 
e ficava queda
feita orvalho sereno
aguardando a trombeta
e o anúncio do sol
 
 
 
 

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