Jorro de Luz

 
 
 
 
Odilon Redon, Ophelia
 
 
 
 
JORRO DE LUZ
 
 
 
Eras o jorro límpido
à beira dos meus lábios
quando a minha sede
esquecia a tua fonte.
 
 
 
Depois quis beber-te
e tu partiras
num estertor de Inverno e catarata.
 
 
 
Secam-se os lábios nesta sede de luz:
e tu já foste
o jorro límpido que não quis beber.
 
 
 
 
 
Regina Sardoeira, Des Encontros, 1992

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