Certezas Erróneas

 
René Magritte, Isto não é um Cachimbo.
 
 
 
 
 
 
CERTEZAS ERRÓNEAS
 
 
 
 
por dentro do olhar persiste
o de fora do ser
enquanto ilusão ou metáfora
da sensação falseada no gume do olhar
nunca saberemos o que são as coisas
meras transcrições de apontamentos visíveis
nos torvelinhos vários do tecido complexo da alma ou do corpo
 
dizemos alma
como se alma fosse o etéreo disperso no côncavo do ser
e contudo a anima permanece nos poros da pele
 alimento das veias
 matéria nutricional da vida de todos
e o corpo
pesado e térreo
apenas flutua em píncaros de ousadia
porque a anima lhe eleva o torso caído
em melancolia ou mágoa
 
nada sabemos
e contudo arriscamos
elevar a voz em verdades
que supomos serem
a certeza das coisas e dos seres
sedentos de arrimo no dealbar da luz em cada manhã
 
de outro modo
não ousaríamos erguer os pés e andar
no torvelinho inventado pela nossa cupidez
mais vale não ter não querer não falar
e sobretudo não ouvir
deixando de lado a necessidade do aplauso do acordo ou do panegírico
evitando ajuizar ou apor rótulos
na testa daqueles que jamais saberemos

Uma resposta to “Certezas Erróneas”

  1. Joaquim Says:

    Sim..por dentro e por fora todas as palavras se encontram para formar poesia..e, quando essa é flosofica mais valor tem para quem a entende…digo eu
     
    Um abraço do teu amigo,
     
    Kim

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