Senilidade versus Juvenilidade

 

     SENILIDADE VERSUS JUVENILIDADE II

 

 

     Uma vez mais me disponho a apresentar um exemplo de comunicação sonegada pelo autor abaixo citado.Efectivamente, o poema intitulado Senilidade XXI cujo mote é o amor, sugeriu-me um fragmento poético que adicionei, como comentário, no blogue referido. De novo, o autor eliminou o  meu poema, procedimento que tivera antes, a propósito de outros textos meus!  De novo me surpreendo com semelhante atitude, dado que dialogar com poesia me parece ser uma intenção comunicativa excelente. Portanto, e para que não se perca um gesto que pode vir a fazer história (este meu blogue é sério, como sérios são sempre os meus comentários ou achegas ao que quer que seja que me motive a reflexão), aqui vão os dois textos, para que constem!

 

 

 

 

Senilidade

XXI

 

 

  

Por mais patético que o queiram satirizar

O amor é a flama da vida

Colham-no fruto sumarento

E festim algum o suplantará

Saboreiem-no sem o macular

Por si mesmo outros males sanará

Afortunados aqueles que o possuem!

Que melhor riqueza há

Do que colado ao peito a afugentar a solidão

Outro coração aconchegado ao nosso

Nos garante que mesmo encoberto

Um fiapo feliz de sol na alba despontará.

 

in

 

http://moises-salgado-poesia.spaces.live.com/

 

 

 

 

 

 

 

JUVENILIDADE

 

II

 

 

Não é mais que uma ilusão

O amor

Paira nas palavras

Voga no ar

Parte nas ondas

E quando entra nos corações humanos

Enleia os corpos em suave dormência

Ou exalta-os em fantástica epopeia

Até se derreter qual farrapo de nuvem

Até se corromper qual treva fuliginosa

Até se tornar prisão

Ou tormento

Ou ciúme

 

Não é mais que uma ilusão

O amor

Tecido na luxúria dos corpos

Enviesado nos delírios da mente

Crispado na dormência dos sentidos

Perseguido por espirais de tédio

O amor

Afasta-se para outros horizontes

Esmorece nos amplexos forçados

Até se tornar sombra

Ou memória

Ou desgosto

 

Não é mais que uma ilusão

O amor

Sublimado em heroísmo da razão

Erguido nos altares do humanismo

Transfigurado nas cátedras do respeito

Preservado no segredo do espírito

O amor

Pode resistir à intempérie da luxúria

Ao azorrague do ciúme

À sonolência do tédio

E permanecer

Feito suave sentimento

De amizade estreita

De concórdia

De harmonia tecida

Em diálogo de Homens

 

 

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